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domingo, 16 de março de 2014

Eras O Tal

Ainda me lembro da primeira vez que te vi…
Se alguma vez duvidei do amor à primeira vista, aquele momento foi a cruz onde preguei o meu ceticismo. Ele existe, e tanto tempo depois continua entranhado na minha pele, está como tatuagem, não sai, é uma marca no meu coração que ficará eternamente, uma cirurgia pode ajudar sim, mas a memória, nessa permanecerá sempre viva a tua chama.
No escuro do meu quarto sinto o meu corpo à procura do teu, peço-lhe para sossegar, mas as saudades são tantas que ele rejeita qualquer pedido que lhe faça, apertando-me o coração de forma sufocante. Volto a pedir-lhe para amainar, mas ele solta-se num grito de agonia pronunciando as letras do teu nome, a forma pausada como o faz, é como uma chicotada no meu ser, sinto tal dor e dou conta que nada dói comparado com a ferida que me deixas-te no peito. Estranho a dor psicológica ser de tal forma esmagadora.
Aqui estou eu perdida no silêncio do meu mundo. Que bela ironia a vida, só consigo ver o futuro que está destinado ao fracasso desde o último dia do Nós.
Tento esquecer tudo, mas a dor agonizante volta a apertar para me lembrar que desististe da nossa luta perante as poucas adversidades, que desististe de mim deixando-me naquele canto chamado “buraco”. Aquele em que cada ser que entra, sente cada músculo do corpo ser retalhado vezes sem conta, aquele em que se perde tudo o que alguma vez nos fez viver.
Dizem que O Tal não existe, mas como posso eu acreditar nisso se foste o tal? Se a água continua a borrar o rímel dos olhos. Se o corpo continua a tremer sempre que te vê. Se a voz quer sair quando estás perto. Se mesmo no escuro do meu quarto ainda consigo sentir a tua presença bem ao meu lado, o teu cheiro. Como podem dizer que O Tal não existe quando eu senti a felicidade no seu êxtase mais puro e inocente? E se depois deste tempo todo eu era capaz de dar a vida por ti? Como me podem continuar a dizer que O Tal não existe se tu existes?

Tu foste O Tal!!


E como posso eu querer viver se tu foste esse importante e agora não tenho nada….?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Lost Love

“Um dia, como outro qualquer, uma menina e um menino começaram a falar por causa de uma confusão, mal sabiam que isso poderia vir a mudar as suas vidas.
Conheceram-se, e em poucas palavras perceberam que o destino devia ter sido benevolente com eles e juntá-los mais cedo, e dedicados em aproveitar todos aqueles anos perdidos, nunca mais se largaram.
Mas belo dia, a menina descobre que o menino tinha a sua princesa, e que todas aquelas palavras de amor e carinho não passavam de uma bela mentira. A menina chorou, passou dias sem comer enquanto manchava os seus belos olhos com lágrimas que ninguém merecia.
Depois muitas conversas, tentativas de sorrisos e pedidos de desculpas, o sentimento infernal consumiu todo o menino que não aguentou mais disse “Amo-te. Amo o teu sorriso, o olhar, o teu corpo, o teu jeito comigo, a tua forma de andar, de falar, como vives para mim. Amo essa carinha cutxi que aii”.
Ate que um dia a menina que tentou esquecer a mentira percebeu que amou a mentira e não o menino, sendo assim desistiu de vez…


Antes eram duas almas e dois corações num só… mas agora só existe ele e eu.”